4.10.06

Eu e o Lenny

À passos largos com meu tênis mais velho e meu jeans desbotado de tão usado eu caminhava pra assistir minha aula de Antropologia Cultural. No meu MP3 começa aquele riff inconfundível: Lenny Kravitz just enter the building!

No cruzamento, esperando o sinal fechar, no meio daquele calor e daquela gente que você nunca viu na sua vida inteira (e provavelmente nunca mais verá), absorto pela contagiante música, eu canto alto: "...rock and roll iiiiiis dead, rock and roll iiiiiiis deeeeeeeeaaaad..." e ainda ensaio uns acordes na minha maravilhosa air guitar de olhos fechados (bem que o personagem do Hugh Grant, em "Um Grande Garoto", "avisou" do risco de fechar os olhos), antes de me tocar onde estava. Aquelas carinhas com uns sorrisos debochados pro meu estilo poser de guitar hero frustrado era quase congelante.

Aí lembrei do que a Ingrid disse depois dos ridículos "shhhhhh's" no restaurante Japonês: "Tem gente que não consegue conviver com felicidade dos outros".

Dei uma gargalhada gostosa e cheguei do outro lado da rua antes de todo mundo, ainda divulgando a morte do rock n roll aos quatro ventos.

3 comentários:

Anônimo disse...

sempre me questionei quanto ao problema, impresso pelos ocidentaiscapitalistascristãosjudeus, constante do ridículo...

nunca vi o ridículo como ruim!

adoro o absurdo!
qual é o problema com ele?

e porque que felicidade tem tantos nomes diferentes, dependendo do ponto de vista..?

ingrid estava mesmo certa!

tem gente que não gosta mesmo - e muitas vezes nem sequer respeita a felicidade alheia...

problema de recalque, talvez.
problema de afirmação pessoal...
realmente, não sei.

rock is dead...
rock may be still alive...
does it really really matter
when what we want is just to listen to the music..?

Anônimo disse...

Meu super ego costuma me reprimir, mas, como eu sou um pouco de lua, há ocasiões em que eu me solto mesmo. Engraçado que elas costumam acontecer quando eu tô com a Ingrid. Hehehehehe. Geralmente sem álcool! =]

Anônimo disse...

Oba tão falando de mim! E tão falando de mim sóbria...ai ai! Que delícia!
Então é isso, o que eu penso sobre isso já foi dito! Eu sei quem sou, conheço minha essência, respeito os diferentes e quero mesmo é ser feliz e mais nada...mas q tem gente q odeia isso tb! Mas tem gente q no começo odeia e depois se rende e aí q é mais gostoso!
Léo, adorei aparecer por aqui! Saudade de um cinema com lençol!
Bjssss