16.12.06

A Fonte do Amor



É bem difícil voltar em acreditar num amor maior que a si mesmo. Quando terminei de assistir "A Fonte da Vida", perguntei aos meus próprios botões: Será que existe um amor grandioso assim? Épico assim?

Quando você se torna um niilista incurável a resposta é só uma: Não. Mas tudo no filme é grandioso. A música então, é um espetáculo à parte. Você o assiste em constante estado de "embriagues visual". Mas a embriagues das boas, das que lhe absorvem por inteiro, que te envolvem por completo. E não são apenas as imagens poéticas ou a Rachel Weizs (de cabelos curtinhos) que são extremamente lindas. Mesmo a história indo beber numa fonte tão clichê, uma mistura de "Amor além da Vida", "Love Story" e da maioria dos filmes românticos, é impossível não se deixar levar pela densidade das atuações e da forma como a história é contada, pelo perfeccionismo da produção e o carinho da direção e edição.

Mas o filme não termina apenas num céu estralado. A música continua enquanto "as letrinhas sobem". E você se pega tentando digerir algo tão indigestamente lindo quanto saborosamente simples. E fica pensando mil coisas. Tentando entender um pouco de tudo daquela grandiosa poesia cinematográfica. Quando não é surpresa que você se pega pensando em si mesmo. Implorando silenciosamente pra fazer parte de uma história, nem que seja 3 avos, daquela.

E você não quer mais sair de lá. Parece que o filme acabou e esqueceu de levar você. E a música continua. Dolorosamente linda, mas continua. Aí, sem perceber, você volta à pergunta inicial: será que existe um amor grandioso assim? Épico assim?

Nos filmes isso talvez seja normal. Mas há uma coisa que esse acrescenta de genialmente "novo". Já sabemos que podemos amar alguém mais que nossa própria vida, mas será que podemos amar tanto alguém ao ponto de entender sua morte?

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo!
Mesmo com um "fim material" trágico como a história conta, acho que a intensidade, a força e a certeza desse amor fizeram com que qualquer telespectador (será que estou generalizando? pois então falo pelo menos por mim...) desejasse viver algo parecido. Muito lindo mesmo! Vontade de ver de novo. Quem sabe fique mais um pedacinho do filme em mim. =]