19.12.06

Reveillon é Uma Noite Qualquer.

Não tem quem consiga me convencer. Reveillon, pra mim, é uma noite qualquer. A diferença é que no outro dia é feriado. É como um 6 de setembro, um 14 de novembro. Quando uns 2 meses antes dessa superestimada noite meus amigos começaram a perguntar desesperadamente o que iríamos fazer no reveillon, eu simplesmente não conseguia me empolgar. Acho que me empolgo mais com a idéia de passar uma noite farreando com meus amigos do que a "filosofia" da virada do ano. Ou seja, pra mim tanto faz fazer isso num 31 de Dezembro como num 17 de março, desde que todos os meus amigos estejam lá, é diversão garantida do mesmo jeito.

Não me visto de branco, não pulo 7 ondas, não faço lista de planos com concessões e "prognósticos". Do dia 31 de Dezembro para o dia 1° de Janeiro tenho a mais absoluta certeza de que minha vida não mudou nada. Não fiquei mais rico, não fiquei mais feliz, não fiquei mais saudável. O pior é quando alguns amigos meus se juntam e insistem em querer ir pra um clube, um buffet ou qualquer coisa do tipo. Eu não tenho a mínima vontade, nem o despeito de pagar 250 reais por uma festa, que é o que quase todo canto cobra pelo Reveillon. Além de ser deprimente. Pagar tudo isso pra ficar sentado numa mesa e ficar sendo entretido por bobos da corte? Não tenho saco pra isso.

Mas tenho que admitir que já tive festas de reveillon bem legais. Mas não por causa do evento em si. Mas pela companhia e pela diversão que não teve valor.

O terceiro melhor reveillon que passei foi no meio da rua, sem rumo e sem dinheiro, junto com meu primo, vendo a queima dos fogos de artifício na Praia de Iracema. Depois sentamos num banco de praça por aí e ficamos conversando algumas "profundidades rasas". É impossível imaginar como uma conversa tão louca pode render tanto. Mas o melhor foi a cumplicidade, a amizade e, logicamente, a satisfação por conhecer mais ainda uma pessoa que você sempre admirou.

O segundo melhor reveillon que participei foi na casa de um amigo. Tinham umas 20 a 30 pessoas. O mais legal é que fizemos um reveillon temático. Mesmo eu não gostando de coisas temáticas, eu detesto ainda mais ter que arrumar todo pra ficar acordado uma noite inteira. E o pior é que é uma noite que não significa nada demais pra mim. Nesse reveillon o tema era Havaiano. Então pequei minha bermuda mais confortável e brega (cheia de flores), uma camisa aberta e uma sandália espalhafatosa. Foi ótimo. Simples, divertido e sem muita frescura. Bebemos, comemos, conversamos. Igualzinho numa mesa de bar.

O melhor foi na casa de um outro amigo. Juntamos algumas pessoas também sem planos, cobramos 20 reais de cota e fizemos uma festa no apartamento dele. Não chegava a 12 pessoas. E foi sushi, vodka, uísque, rum e espumante a noite inteira. Além da desordem mais engraçada que participei. Até hoje a história desse reveillon rende grandes piadas de situação. Mais simples ainda e muito mais divertido.

E aqui estamos outra vez. No caminho pra mais um reveillon, uma das festividades mais sem sentido que o ser humano teve a capacidade de criar.

Um comentário:

Anônimo disse...

Vixe. Pra mim, dia 31 é festa de aniversário da Luci! =]