2.1.07

O Brinde



1° de Janeiro de 2007, às 00:13 hs:

Eu queria fazer um brinde.

Sei que não é costume de nossa cultura fazer brindes desse tipo em Reveillon ou mesmo em casamento. Mas queria dizer algumas palavras.

É muito comum passarmos a vida inteira esperando por algo. Esperamos uma promoção, um emprego melhor, comprar isso ou aquilo, trocar de carro, enfim, são tantas coisas que é um tanto difícil nos darmos conta do que já conquistamos. É lógico que muitas vezes até nós temos idéia disso, mas será que sentimos realmente?

Eu olho para todos nós aqui hoje reunidos, e penso, meio que superficialmente, no que estamos a perder. Um reveillon na praia da Pipa, Porto Seguro, Rio de Janeiro, um show grandioso, até mesmo em lugares distantes, o reveillon ao pé do Arco do Triunfo em Paris, ou no Champs-Elysées, Austrália, na Times Square em New York. Todos esses lugares inesquecíveis. Todas essas festas inesquecíveis. Todas essas noites inesquecíveis.

Mas eu não sinto falta disso. E não é apenas minha forma desdenhosa, como uma noite qualquer, de ver a noite do reveillon, não. Noites inesquecíveis teremos muitas ainda. Para o bem ou para o mal.

Mas não é atrás de noites inesquecíveis que temos que correr. São noites simples como essa, festas simples, pessoas simples, pessoas normais, mas ainda assim pessoas mais que extraordinárias, que fazem não apenas uma noite, mas uma vida inesquecível.

Brindo a nós e ao tempo que temos pra transformar a vida uns dos outros igualmente inesquecível.

3 comentários:

Anônimo disse...

tin-tin!

Anônimo disse...

ai, mudei de novo o end do bolofe: meio leila diniz de novo...

crise de identidade é phodax!

Anônimo disse...

Lindo! Acompanharia esse brinde com todo gosto. E aplausos! =) Também passei essa noite com pessoas que transformam minha vida pra melhor todos os dias.
E sobre o filme, assisti, sim! Faz tempo, mas lembro que gostei!