Outro Suplício
Vejo espaços vazios entre conversas e vidas cotidianas. Imagino alguma invenção que melhore as perspectivas e sonhos de todos nós. Eu apenas desisto das tardes de sol e praias descalço. Cresço e esqueço de ter os mesmos sonhos de quando eu era jovem demais pra lembrar. E quem não desiste? Quem não se entrega? Quem não esquece?
Vejo acessos estéreis, criaturas sem rosto. Um espelho bizarro. Uma chuva se fim.
Palavras não têm sentido algum. Dançam débeis por entre uma frase e outra. Torcendo pra cai em algo macio. Muito longe de si mesmo, dos problemas e dos néons gelados. Do outro lado do mundo.
Eu existo. Eu posso sentir. Mas não entendo todo rumor, toda viagem. Eu quero pensar e ser livre. Mas quero fazer sentido nas ruínas de nós mesmos. Além do nosso egoísmo, da nossa timidez. Eu ainda guardo esperanças pro mundo. E, principalmente, pra mim mesmo.



2 comentários:
Muito, muito, muito bom!
Comentei com a Luci um dia desses: 'não quero ser só mais um'. Não é no sentido de ser famosa ou coisa do tipo, mas de fazer algo pela qual eu possa ser lembrada ou fazer alguma diferença. Quantos clichês! =p Parando por aqui...
Eu lembro dele. Um alto, de paletó. Se não me engano o Will olha pra ele até. Legal!
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