Viva
Olhe agora. Veja o mundo!
Pra quem acredita no determinismo só se conhece o destino até encará-lo de frente e sacrificar a prudência. Mas o mundo continua lá. Mal sabem que o destino existe até aos mais céticos. Mas o destino desses só existe na certeza, no passado e na vontade. E o mundo assiste à sua insensatez.
Veja o que restou.
Nenhum palácio de pé, nenhum dia de glória, nenhuma palavra. A vida moderna (ou pós-moderna) não é tão simples. O destino se aplica nos detalhes marginais ao dia-a-dia. O cotidiano é um intervalo que dura bem mais tempo que a vida de fato. O destino é nosso, céticos e deterministas, descrentes e homens de fé, niilistas e calculistas.
Esse escapismo todo, aparentemente incoerente, escondido dentro da passividade pode ser algo benevolente. O destino entorpece as pessoas, deixa-as dóceis. Mas existe apesar disso. A prática serve apenas de álibi. Ele continua lá, tomando decisões e catequizando fiéis.
Do destino individual, eu não posso falar. Ainda não enfrentei o meu. Mas quando se vê a morte de frente, o destino parece dizer: "viva".



3 comentários:
Não enfrentei o individual ainda, mas não vou nem mentir que eu gosto desse destino aos pouquinhos... do dia-a-dia. É legal quando você consegue 'ligar os pontinhos'.
mmm...
"São três horas, o samba tá quente
Deixe a morena contente
Deixe a menina sambar em paz"
Rá! Nem foi! =P
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